Vista da serra na estrada do Bairro dos Macacos

Volta da Bocaina – Um breve relato

Minha Relação com a Serra da Bocaina

Para quem não conhece, a Bocaina é uma serra na divisa dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A serra se estende por uma grande área de Mata Atlântica nativa e conta inclusive com proteção de um parque, o Parque Nacional da Serra da Bocaina. A serra se estende desde o Vale do Paraíba até o litoral passando por paisagens simplesmente INCRÍVEIS.

A minha relação com essa região vem de longa data, desde o tempo de faculdade quando eu e mais uns amigos fizemos uma viagem de carro até Trindade, RJ. Nessa época não existia Google Maps, então geramos um mapa através de uma outra plataforma, imprimimos um calhamaço de papel com as instruções (navegação a lenha! uaheaheuhueaheuh) e seguimos pela estrada Cunha – Paraty. Apesar de linda não sabíamos que a estrada que ligava a Paraty era de terra e muito ruim. Vários anos se passaram e fui então disputar o meu primeiro Audax (para quem não conhece a modalidade, mais informações aqui) em Queluz, na Estrada dos Tropeiros e, então, voltei a me apaixonar pela região. Mas como as estradas Cunha – Paraty e a Estrada dos Tropeiros estão conectadas? Fácil, ambas fazem parte da Estrada Real e cada uma delas está de um lado da belíssima Serra da Bocaina.

Jpeg

Cicloturismo na Serra da Bocaina

A vontade de fazer cicloturismo pela região já vinha de longa data, e a oportunidade surgiu agora. Então planejei um roteiro de 8 dias pela região passando por serras, litoral, cachoeiras, belas paisagens e cidadezinhas históricas. Planejei 7 etapas que eu resumo aqui:

  • Guaratinguetá – Paraty
  • Paraty – Angra dos Reis
  • Angra dos Reis – Rio Claro (Lídice)
  • Rio Claro (Lídice) – Bananal
  • Bananal – Areias
  • Areias – Cunha
  • Cunha – Guaratinguetá

Todo o roteiro foi feito com pernoites em hostels ou pousadas baratas. Como minha esposa não gosta de acampar, não temos equipamento de camping. Eu estando sozinho nessa empreitada, até poderia acampar mas sem equipamento, preferi seguir com hospedagens tradicionais. Planejei todas as rotas pelo site GPSies, que é um ótimo local para criar ou procurar rotas. Criadas as rotas todas, eu tinha tudo segmentado por dia, sabia a altimetria de cada etapa e tinha uma boa ideia de qual seria o meu rendimento (ou melhor, eu achava que tinha) em cada uma dessas etapas.

dsc07624

A ideia era fazer uma viagem barata, com muita natureza e que pudesse ser reproduzida por qualquer ciclista com alguma experiência. No meu planejamento a viagem sairia por apenas R$ 750,00 incluindo alimentação, hospedagem e transporte. Cabe bem no bolso e com certeza dá para economizar mais seja encurtando o roteiro, seja ficando em hospedagens mais baratas. Nos próximos posts, vou compartilhar como foi a experiência, o que deu certo, o que não deu e principalmente, o que me deixou feliz! As imagens deste post ficam só para dar água na boca e instigar você, querido leitor, a acompanhar os outros posts!

Aguarde e acompanhe!

Abaixo um videozinho introdutório de como se iniciou  a viagem.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s