Baia de Paraty

Volta da Bocaina – Alguns comentários antes das próximas etapas

Antes de tudo, alguns comentários….

Eu fiz essa viagem duas vezes. Uma em Janeiro/2017 e outra em Março/2017. A primeira eu fiz sozinho, no meu ritmo e a segunda eu estava acompanhado da minha esposa e do meu cunhado. Foi ótimo para entender as dificuldades e ter outras opiniões sobre todo o percurso.

Eu resolvi fazer algumas mudanças. A primeira foi parar em Cunha. Então fizemos a primeira etapa de forma muito tranquila. Saímos de Guaratinguetá as 11:00 e chegamos em Cunha por volta das 17:00, sem nenhum percalço.  Depois as etapas seguiriam mais ou menos as mesmas. Com exceção do final que eu já havia mudado, e quando chegamos em Bananal resolvemos mudar mais ainda. Assim vou começar a colocar os nomes dos trechos e não os nomes das etapas, pois aí fica mais fácil de as pessoas se programarem.

Volta das subidas?

Sim. Não tem como falar em Serra da Bocaina, sem falar em paisagens lindas, cachoeiras, regiões bucólicas e principalmente SUBIDAS! A volta tem dois trechos puxados de subida: Cunha até a divisa de estado e a serra de Lídice. A serra de Cunha é PESADA. Não tem como não falar isso. Depois que se pega a estrada saindo de Cunha, são várias subidas e o finalzinho dá uma piorada punk. O bom é que depois da divisa do estado é literalmente só descida até Paraty. O mais legal é que a descida é pela estrada parque, então dá para curtir muito a paisagem da mata e do mar lá embaixo.

Cunha a Paraty serrinha puxada
Serrinha puxada. Não se deixe enganar, o trecho em vermelho vai exigir bastante.

Depois de Paraty a Angra é só plano pela Rio-Santos. Saindo de Angra é que começa o segundo trecho de subidas: a serra de Lídice. Essa serra não é ingrime, de longe nem sem compara com Cunha a Paraty. O problema é que é uma região de muito sol e isso castiga bastante. O importante é que o caminho tem vários pontos de parada com cachoeiras, lugares para comer e mirantes.

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Entardecer em Cunha. Chegamos com tempo claro. Foto tirada no caminho para a pousada.

Então, qual a conclusão?

A conclusão é que esse é um trecho animal para se pedalar. Muito bonito mesmo e cheio de coisas legais, mas se não prestar atenção, as subidas e trechos longos podem desanimar e até fazer as pessoas desistirem.

Um ciclista forte conseguiria fazer o trecho em mais ou menos 7 dias. Um ciclista mais tranquilo, precisaria de pelo menos uns 4 dias a mais. O importante aqui é ressaltar que o trecho é bastante seguro. Em nenhum momento o ciclista está exposto a risco de assaltos ou coisa do tipo. As vias escolhidas são bem tranquilas e em raríssimos trechos nos sentimos ameaçados pelos motoristas.

Então crie coragem e bora lá, pois essa é uma viagem deliciosa de se fazer!

Vista do lavandário.
Serra de Cunha vista do Lavandário. Parada obrigatória para um relaxamento e contemplação.
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