Cunha: é melhor dormir aqui!!!!

Já faz um tempo desde o último post, mas vamos retomar!

Como eu disse no meu outro post, a primeira vez que fiz essa viagem eu estava sozinho e já tinha a reserva em Paraty. Então, subestimei as subidas, e resolvi seguir direto de Guará a Paraty. Um grande erro. A serra de Cunha até a divisa do estado é DIFÍCIL. Com carga, pior ainda.

Por conta disso o rendimento acaba sendo bem baixo. No meu caso cheguei às partes mais legais da estrada completamente no escuro e deixei de passar em um monte de lugares legais. Assim quando fiz a viagem pela segunda vez, com minha esposa e meu cunhado, paramos em Cunha para descansar, dormir e fazer uma descida tranquila no dia seguinte.

Mas e aí, o que tem de bom em Cunha?

Além de ser uma cidade super charmosa e aconchegante, Cunha tem várias coisas legais. Se o cicloviajante quiser ficar aqui um dia a mais terá muita coisa para visitar: cachoeiras, o Parque Estadual da Serra do Mar, os ateliês de ceramistas e até uma cervejaria alemã. Cunha conta ainda com um Lavandário, lindo.

Na segunda visita a Cunha dormimos na super simples e aconchegante pousada Hotel Belvedere. O senhor Francisco, um dos donos da pousada, adora conversar, sempre nos trata muito bem e dá ótimas dicas da região. A pousada possui quartos enormes, para se ter uma ideia, o nosso quarto tinha dois andares. Deixamos as bikes no primeiro andar e o segundo andar, contava com 4 camas!!!! Tinha espaço de sobra para toda a tralha que estávamos carregando.

A pousada não possui estacionamento e possui uma escadaria estreita na frente, para chegar à recepção, então tem que subir essa escadaria com as bikes. Mas o atendimento é tão primoroso e o preço tão bom que compensa esse inconveniente. O senhor Francisco (seu chico) é super solicito e inclusive nos ajudou a subir com as bikes. A pousada conta com um café da manhã DELICIOSO feito pela esposa do seu Chico e foi o combustível perfeito para começar o nosso segundo dia de pedal!

Tá, mas e as paisagens?

Mesmo que o viajante não tenha tempo de visitar os atrativos de Cunha, seguir pela estrada até a divisa já é uma experiência maravilhosa. As paisagens são lindas e existem diversos atrativos turísticos ao longo da rodovia. Existem dois que eu acho que vale a pena visitar: o Lavandário e a cervejaria WorkenburG. A cervejaria conhecemos de nome, mas como ele tem um horário de funcionamento bem restrito (somente aos fins de semana) não conseguimos visitar.

Os dois atrativos estão à beira da rodovia. O Lavandário está bem próximo do asfalto, o único inconveniente é a subida do tipo “parede!” logo na entrada. Mas isso não é um problema: o local é fechado e tem uma guarita com vigias na entrada, então as bicicletas podem ficar ali, do lado de dentro e super seguras. Fica a gosto do freguês, eu quis testar o meu desempenho nas subidas, e fui pedalando. Minha esposa deixou a bike lá embaixo. O local é super seguro, com vigia na entrada e só é possível a entrada mediante o pagamento dos ingressos.

O mais legal aqui é que em um dia de sol, se consegue ver as paisagens do vale maravilhosas. Pela altitude, apesar do sol, o clima é fresco e agradável. O aroma de lavanda deixa tudo muito mais agradável sendo um lugar perfeito para relaxar.

A plantação possui diversos mirantes, com locais para descansar e apreciar a vista. Só de ficar sentado, visualizando a paisagem já dá para renovar as energias para continuar o pedal. Para completar só mesmo tomando um chá gelado com lavanda!

Vista do lavandário.
Serra de Cunha vista do Lavandário. Parada obrigatória para um relaxamento e contemplação.

Como eu disse, para entrar tem pagar o ingresso, mas não se assuste: o ingresso é super barato, R$ 10,00 e ainda garante um desconto no valor do ingresso em compras na loja lá em cima. Ao entrar já dá para ficar deslumbrado com a plantação de lavandas: exalam um aroma delicioso e a vista dos morros ao fundo é indescritível. No alto na lojinha são oferecidos todo tipo de produtos. Desde cosméticos até chás, salgados e doces produzidos com lavanda. O local conta com uma varanda com uma vista privilegiada de toda a região.

Um passeio pela plantação leva a um mirante de madeira e à casa com o laboratório, onde é extraído o óleo da lavanda. Com sorte é possível acompanhar a extração do óleo. Nesse local também podem ser agendadas massagens feitas com os óleos essências produzidos no local.

Seguindo viagem

Passando o Lavandário as subidas aumentam e é preciso um pouquinho de paciência. Nesse ponto é importante levar água reserva. O caminho exige bastante dos ciclistas e em dias de sol pode ser bastante duro. Não se preocupe: se ficar muito cansado e resolver voltar a volta para Cunha é só descida huhaeuhaehauheueh.

Em diversos pontos ainda será possível ver diversas paisagens deslumbrantes que farão a dureza das subidas ficarem um pouco menos duras. Quando faltarem poucos quilômetros para divisa o viajante poderá ver a placa identificando a cervejaria WorkenburG. Ao contrário do Lavandário, a cervejaria não está colada no asfalto: é preciso percorrer um pequeno trecho de alguns quilômetros por uma estrada de terra. Não é muito e a estrada está bem conservada, mas fique atento à data: a cervejaria só é aberta ao público em datas específicas se não for dia de abertura ao público não adianta nem ir. A porta da cervejaria não tem interfone nem nada: se estiver fechada é viagem perdida.

Seguindo pela estrada de asfalto mais alguns quilômetros de subida e o viajante verá uma cachoeira ao lado da estrada. Isso é um ótimo sinal!!! Está quase no fim das subidas e muito próximo da divisa de estados.

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Foto de uma outra viagem, mas dá para ilustrar a felicidade de chegar aqui e a beleza do lugar.

Agora é só mais um pouquinho de foco e força e logo chega-se à divisa dos estados. Aqui é um ponto bom para uma pequena pausa, um pouco de descanso e uma revisão rápida na bike: a descida a partir de agora é íngreme e vai exigir bastante dos freios. Então é bom garantir que tudo está bem com a bike para a descida.

Nesse momento é possível notar uma mudança completa no clima. O sol e o calor vão dar lugar ao frescor e à umidade. Muita mata nativa e com sorte até animais silvestres. A estrada que desce para Paraty era de terra mas já faz alguns anos que foi calçada, o que melhorou bastante com relação à qualidade do solo mas também fez os carros descerem mais rápido. Nas 3 vezes que eu desci não tive nenhum problema com os carros descendo, mas já ouvi o relato de diversos ciclistas reclamando de alta velocidade e finas dos veículos, então todo cuidado é pouco.

Chegada a Paraty

A chegada a Paraty é bem tranquila mas exige muita atenção quando termina o calçamento e começa o asfalto. Existem diversos pontos com erosão onde o asfalto está literalmente cedendo. Então é preciso muita atenção. A parte mais crítica é início do asfalto. A partir daí tudo fica tranquilo e aí é só seguir direto até a cidade, é um trecho longo, sinuoso e no final um pouco feio. Mas bastante seguro. É só seguir reto e mandar ver. Se tudo deu certo chega-se a Paraty com dia claro ainda, no máximo no início da noite. De qualquer forma, leve iluminação para qualquer emergência e principalmente para o caso de haver muita neblina na serra.

Paraty é tudo de bom. Aproveite para descansar o dia seguinte é um pedal tranquilo mas longo pelo Rio-Santos. Aguarda o próximo post aí!!!!

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